Faz nem 24h que eu estava no aeroporto de Guarulhos fazendo check in, mas parece que faz uns 3 dias. Tanta coisa aconteceu nesse tempo, sei nem por onde começar a contar.
Bom, aeroporto. Primeiro contato com os sul africanos na fila do check in, eles tentando furar a fila na minha frente. Eu, que sabia que o vôo ia sair no mesmo horário independente de quem fizesse o check in primeiro, fiquei na minha e não criei caso. O moço da South African Airways percebeu, se sensibilizou e abriu um outro balcão pra me atender. Não bastasse isso, me colocou numa poltrona no corredor e BLOQUEOU AS 3 POLTRONAS DO MEU LADO. Pra eu poder dormir confortável. Simpatia 1 x 0 Punocuzice.
O avião... ah, o avião! Pra quem da outra vez viajou de Aerolineas Argentinas, aquilo era o paraíso. Poltronas grandes, espaçosas, uma TV pra cada passageiro, muitos filmes bons pra escolher (eu assisti The Blind Side, o que deu o Oscar pra Sandra Bullock, e Toy Story 2), comida com gosto de comida, tripulação simpática. A única coisa ruim foi um brasileiro folgado que viu que eu tava com 4 poltronas e se achou no direito de usar 2 delas. Mas de novo, não criei caso. Deixa pra lá.
Cheguei em Joanesburgo e agora eu sei exatamente como um gringo se sente quando chega no Brasil. A seleção da Africa do Sul estava chegando na mesma hora, e os torcedores estavam esperando no aeroporto, fazendo zona que nem a gente faz no Brasil. Além disso, toda hora eu era cercada por pessoas estranhas, com jeito de malandro, falando entre elas em uma lingua que eu não entendo, oferecendo serviços que eu não sei se preciso. E pra mim, não restou nada a fazer a não ser confiar e torcer pra não ser muito enganada.
E enganada eu fui. O albergue que eu tinha reservado, que tinha uma cara fofa (olha se não tinha: http://www.2bhappy.co.za/home.html) quando eu cheguei era um pulgueiro num bairro horroroso. E ainda queriam que eu assinasse um documento dizendo que se eu quebrasse alguma coisa lá eu tinha que pagar mas se alguém roubasse alguma coisa minha eles não se responsabilizavam. Juntei minhas tralhas e saí o mais rápido que eu consegui.
Por sorte eu já tinha visto, no guia e na internet, um outro lugar, que é onde eu estou agora. Esse aqui ó: http://www.melvilleturret.co.za/. Ele sim, faz justiça ao que mostra no site. Agora estou num quarto, com cama de casal, aquecedor, banheiro, TV a cabo, internet, chocolatinho no travesseiro... e vontade de ficar fechada no quarto pra sempre.
Mas me forcei a sair pra comer. O bairro aqui tem cara de Morumbi, com uma rua da Vila Madalena, um barzinho atrás do outro. Nas ruas tem muitos camelôs vendendo artesanato, a maioria esculturas de miçanga e arame, em todos os formatos e tamanhos. As pessoas são muito simpáticas, todo mundo olha no olho, sorri, cumprimenta. Tomei uma taça de vinho, comi um macarrão e, agora sim, voltei pra me trancar e não sair mais até amanhã.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Hard Reset
Sabe quando o computador até tá funcionando, mas não tá lá essas coisas? Você até consegue acessar a internet, mas o MSN não loga, o Power Point parou de responder e as entradas USB não reconhecem mais os cabos? Até daria pra você continuar trabalhando nele assim mais um tempo, mas você sente que eventualmente ele vai travar geral e você vai perder tudo que está há horas fazendo. Aí você manda reiniciar e ele nada. Então você tem que meter o dedão no power e força-lo a desligar na marra.
Pois é. A vida tava assim. Tava funcionando mais ou menos. Provavelmente poderia ser levada assim durante mais uns anos. Mas eventualmente eu ia perceber que não era isso que eu queria e, talvez, quando isso acontecesse, algumas coisas importantes talvez já não pudessem mais ser salvas.
Então eu salvei o que deu pra salvar, fechei o que não respondia mais e vou reiniciar. Amanhã, a essa hora, vou estar voando pro outro lado do mundo pra ver se lá as coisas voltam a funcionar da maneira que deveriam.
A diferença é que no computador você sabe exatamente como elas deveriam funcionar, na vida é um pouco mais complicado.
Pois é. A vida tava assim. Tava funcionando mais ou menos. Provavelmente poderia ser levada assim durante mais uns anos. Mas eventualmente eu ia perceber que não era isso que eu queria e, talvez, quando isso acontecesse, algumas coisas importantes talvez já não pudessem mais ser salvas.
Então eu salvei o que deu pra salvar, fechei o que não respondia mais e vou reiniciar. Amanhã, a essa hora, vou estar voando pro outro lado do mundo pra ver se lá as coisas voltam a funcionar da maneira que deveriam.
A diferença é que no computador você sabe exatamente como elas deveriam funcionar, na vida é um pouco mais complicado.
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